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Hoje é 19 - 11 - 2018.
COMUNIDADE
CAMPANHA "PARE DE CHUPAR"



O novo alerta na busca por melhores práticas ambientais é a eliminação da produção e uso do canudo plástico.
Engajados nessa campanha, nomes como Mateus Solano, Nathalia Dill, Fernanda Paes Leme, Mart’nália e mais dezenas de artistas viralizaram um vídeo para promover a ação: “Parem de chupar” com frases de efeito como: “Eu não tenho cara de quem chupa, mas eu chupo” e “Lá em casa todo mundo chupa”. Não está entendendo nada? A gente explica.
No último dia 5 de junho foi comemorado o Dia Mundial do Meio Ambiente, em que todos os anos a ONU elege um tema para debater.
Em 2018, o escolhido foi “Acabe com a poluição plástica.” Para quem não sabe, os canudos são grandes vilões e cerca de um bilhão deles são descartados no mundo todos os dias e podem levar até 450 anos para se decompor na natureza, além de causarem a morte de espécies marinhas, entre outros prejuízos para o planeta.
No Brasil, 95% do lixo retirado das praias é plástico.
A inspiração é o movimento #stopsucking da Lonely Whale Foundation, do ator Adrian Grenier, que busca sensibilizar e mobilizar a sociedade, empresas e governos a repensarem seus consumos e caminharem para o banimento e substituição desses materiais.
COPASA É NOTIFICADA POR DESABASTECIMENTO
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O Município de Timóteo notificou a concessionária dos serviços de água e esgoto na cidade, a Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa), pelo desabastecimento de água em vários bairros, prejudicando milhares de moradores. A concessionária em nota informando que o abastecimento foi interrompido emergencialmente para reparos, com previsão de retomada na madrugada de terça-feira.
Entretanto, ainda na quarta-feira, moradores da cidade reclamavam da falta de água. As reclamações foram parar na mesa do prefeito Douglas Willkys.
Conforme nota divulgada pela Administração Municipal, a falha no abastecimento atingiu 34 bairros e o distrito de Cachoeira do Vale, a partir do feriado de Nossa Senhora Aparecida, no dia 12 de outubro. A Prefeitura recebeu diversas reclamações sobre o problema, que até quinta-feira (18) não havia sido solucionado.
Diante da situação, a Procuradoria-Geral do Município, a pedido do prefeito Douglas Willkys, notificou a companhia para que realizasse “em caráter de urgência o abastecimento de água de forma adequada em toda a municipalidade de Timóteo, bem como informasse no prazo de 24 horas quais as medidas adotadas para restabelecer a normalidade do serviço e os recursos utilizados para sanar o infortúnio, sob pena da propositura de Ação Civil Pública (nos termos da lei 7.347/85) e outras implicações legais e contratuais”.
COMO O AQUECIMENTO GLOBAL PODE LEVAR À FALTA DE CERVEJA NO MUNDO
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Não é que os cientistas estejam botando água no seu chope. Nem é que o aquecimento global vá terminar esquentando também seu copo. Na realidade, conforme mostra estudo publicado nesta segunda-feira, os fenômenos climáticos contemporâneos podem acabar com os estoques globais de cerveja.
A conclusão, publicada no periódico Nature Plants, é que as secas e ondas de calor concomitantes - que andam agravadas pelo aquecimento global provocado pelo homem - devem levar a declínios bruscos no rendimento das colheitas de cevada, gramínea cerealífera que é o principal ingrediente da apreciada bebida. Principalmente se os níveis de emissão de carbono continuarem como estão hoje.
A perda de produtividade nas colheitas de cevada pode chegar a 17%, o que deve fazer o preço da cerveja dobrar ou até mesmo triplicar em alguns lugares do mundo. "Embora esse não seja o impacto futuro mais preocupante da mudança climática, extremos climáticos relacionados a isso podem ameaçar a oferta e a acessibilidade econômica da cerveja", diz o estudo, desenvolvido por cientistas da Universidade da Califórnia, da Universidade Chinesa de Pequim, da Academia Chinesa de Ciências Agrícolas, do Centro Internacional Mexicano para Melhorias do Milho e do Trigo e da Universidade de East Anglia (Inglaterra).
A primeira consequência dessa queda de produção, segundo os modelos matemáticos do estudo, será um intenso aumento nos preços da bebida. A pesquisa avaliou a situação de 34 regiões produtoras de cevada, antes e depois do ano de 2050.
"Chegamos a essa conclusão integrando em nossa pesquisa as informações das mudanças climáticas, das safras de cevada, do comércio internacional e de condições socioeconômicas", explicou à BBC News Brasil o economista Dabo Guan, professor de Economia das Mudanças Climáticas da Universidade de East Anglia. "Com todos esses dados juntos, pudemos estimar o impacto que o cenário terá na cerveja, um produto essencial para uma quantidade significativa de pessoas no mundo."
"Nosso estudo não quer dizer que as pessoas vão beber mais cerveja hoje do que amanhã, tampouco que precisaremos nos adaptar para um novo consumo de cerveja", prossegue Guan. "Na realidade, pretendemos alertar as pessoas, especialmente nos países desenvolvidos, que a segurança alimentar é importante - e que a mudança climática vai afetar seu dia a dia e sua qualidade de vida."
Ele lembra que, no cenário de aquecimento global, todas as culturas serão afetadas. "Mas neste estudo, utilizamos a cevada para ilustrar esse problema".

O que priorizar?
Pelas projeções dos cientistas, o cenário considerou como estará o planeta no futuro próximo considerando os níveis atuais de queima de combustíveis fósseis e emissões de dióxido de carbono. Na pior das hipóteses, as regiões do mundo onde mais se cultiva cevada - como pradarias canadenses, regiões da Europa e da Austrália, e a estepe asiática - devem experimentar secas e ondas de calor cada vez mais frequentes.
É importante lembrar que apenas 17% da cevada produzida no mundo é usada para a fabricação da cerveja. O restante é colhido e se torna alimento para gado. Os pesquisadores se perguntam como será o conflito no futuro, diante da escassez da cevada: os produtores deverão priorizar animais com fome ou humanos com sede?
Aplicando o modelo matemático que considera sazonais produções históricas um pouco mais baixas, a conclusão dos cientistas foi que, sim, nessa queda de braço quem costuma ganhar é o gado, e não o homem. Os produtores tendem a privilegiar a cadeia estabelecida do negócio bovino, em vez de destinar os grãos para a cerveja.
O mesmo modelo ainda aponta como diferentes regiões do mundo devem reagir a seu modo diante da redução da produtividade de cerveja. Países mais ricos e amantes da bebida, como Bélgica, Dinamarca, Polônia e Canadá, por exemplo, devem resolver a equação subindo o preço final.
Nesse cenário, um pacote de seis cervejas comuns pode chegar a custar o equivalente a US$ 20 (R$ 75, na cotação atual), conforme estima o estudo - mesmo assim, populações de nações desenvolvidas talvez conseguissem absorver tal custo. Na média, conforme aponta o estudo, o preço da cerveja deve dobrar. A pesquisa considera que em casos de queda de 4% da produção de cevada, a bebida acaba custando 15% a mais.
Por outro lado, em países de população mais pobre, como a China e o Brasil, o consumo de cerveja tende a cair.
As projeções indicam que o fornecimento de cerveja em todo o mundo deve cair cerca de 16%. Segundo os pesquisadores, isso equivaleria a todo o consumo de cerveja dos Estados Unidos.

O que fazer a respeito?
A cerveja é considerada a terceira bebida mais consumida no mundo - e a primeira entre as alcoólicas -, só perdendo para a água e para o café. São 182 bilhões de litros por ano. Se na média global, a produção de cerveja responde por 17% das lavouras de cevada, essa parcela varia muito conforme a região. No Brasil, por exemplo, onde não é comum alimentar gado com cevada, 83% do cereal cultivado é destinado para a produção da bebida. Na Austrália, esse número é de apenas 9%.
"Nosso estudo se concentrou na cevada, que é o principal ingrediente da cerveja. Analisamos a frequência com que vemos condições precárias para cultivar cevada em todo o mundo - anos com calor extremo e seca severa. Esses eventos extremos são muito mais difíceis para os agricultores se adaptarem do que as mudanças médias no clima", disse à BBC News Brasil o pesquisador Nathan Mueller, professor do Departamento de Ciências da Terra da Universidade da Califórnia.
"Descobrimos que a incidência e a gravidade dos eventos extremos aumentam substancialmente à medida que as temperaturas médias globais sobem. Combinando um modelo de safra e um modelo da economia global de alimentos, podemos estimar as mudanças nos preços e no consumo de cerveja em todo o mundo resultantes desses eventos extremos."
Mueller dá uma solução para que a estiagem não chegue aos nossos pobres copos: conscientização ambiental.
"Se conseguirmos diminuir nossas emissões de gases de efeito estufa e limitar a magnitude geral das mudanças climáticas, ajudaremos a evitar os piores cenários que simulamos nesta análise", vislumbra. "Note que, enquanto os aumentos de preço em uma garrafa de cerveja são modestos em uma perspectiva de baixas emissões de carbono, eles realmente aumentam substancialmente em um mundo de alta emissão."
Publicado em 29 de outubro de 2018.
PARLAMENTO EUROPEU APROVA PROPOSTA PARA BANIR PLÁSTICO DESCARTÁVEL
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O Parlamento Europeu aprovou nesta quarta-feira (24) uma proposta para proibir produtos de plástico descartável, como pratos, canudos, talheres e cotonetes, em todos os países da União Europeia (UE).
A proposta, que recebeu amplo apoio dos eurodeputados, prevê que alguns produtos descartáveis que já possuem substitutos fabricados com outras matérias-primas sejam banidos a partir de 2021.
Os Estados-membros da UE seriam obrigados a reciclar 90% das garrafas de plástico até 2025, enquanto os fabricantes teriam que ajudar a cobrir os custos do gerenciamento do lixo.
Em maio, a Comissão Europeia propôs a proibição de uma série de produtos plásticos descartáveis e a redução do uso de itens plásticos como embalagens de alimentos. Ao apresentar a proposta, o órgão executivo da UE argumentou que mais de 80% do lixo nos oceanos é composto de produtos de plástico.
Os eurodeputados acrescentaram à lista da Comissão sacolas de plástico leve, embalagens de poliestireno usadas por redes de fast food e produtos feitos com plástico oxodegradável, que, segundo os críticos, não se decompõem por completo.
Os filtros de cigarros, que podem levar mais de uma década para se decompor, também devem ser reduzidos em 50% até 2025 e em 80% até 2030. Os países do bloco deverão também coletar equipamentos de pesca que poluem as praias.
A proibição ainda precisa ser negociada em conversações com os Estados-membros. Se todos concordarem, a legislação passará a valer a partir de 2021.
"Enviamos um forte sinal à indústria", afirmou a eurodeputada belga Frédérique Ries, que participará da negociação com os países do bloco. "Há apoio popular amplo e crescente sobre essa questão", afirmou.
A UE recicla apenas um quarto das 25 milhões de toneladas de lixo plástico que produz anualmente. Alguns críticos argumentam que, em vez de banir os plásticos, as leis deveriam focar a maneira como esses produtos são descartados.
O vice-presidente da Comissão Europeia, Franz Timmermans, que supervisiona os esforços para reduzir o lixo plástico, disse que o bloco europeu deve agir de modo mais decisivo.
"A Europa deve aceitar o fato de que não podemos apenas jogar a responsabilidade para outros", afirmou. "Esta é a primeira estratégia em todo o mundo que leva em conta a totalidade da questão do papel do plástico em nossa economia. Se não agirmos agora, se não progredirmos com rapidez [...] teremos mais plástico do que peixes nos oceanos."
Publicado em 29 de outubro de 2018.